Friday, January 12, 2007

O vai e vem dos assessores

O vai e vem dos assessores, no meu ponto de vista, não só é condenável como o acho deselegante.

Sendo o jornalismo uma profissão baseada na isenção, como será possível um assessor de imprensa estar a “manipular” os seu anteriores colegas sobre determinado assunto e no dia seguinte estar, novamente, ao lado deles?

Obviamente alguns jornalistas (Que já foram assessores) podem afirmar que a imparcialidade mantém-se sempre porque são bons profissionais. Mas será que terão credibilidades, perante os públicos, de tratar de um caso do seu antigo patrão? E se for do oponente do antigo patrão? Obviamente a credibilidade será nula, não só do jornalista mas também do órgão de comunicação social adjacente.

Sou determinantemente contra este vai e vem, pela credibilização do jornalismo e pela afirmação de novos profissionais que são os assessores. Naturalmente os jornalistas são os melhores assessores porque eles sabem o que os media querem, como trabalham, etc. Fazendo uma analogia ao caso do Apito Dourado, seria a mesma situação que Pinto da Costa contratasse um qualquer juiz do Apito Dourado para seu defensor legal. Obviamente esse juiz imediatamente ficaria desacreditado por todos aqueles que seguem o caso.

Para além da credibilidade, que me parece ser o facto essencial da questão, o ex-assessor terá formas de recolha de informação privilegiadas o que o coloca num plano de desigualdade perante os seus colegas e poderá torna-lo mais sensível a “fretes” que poderão surgir dessa fonte. Isto não torna o jornalismo limpo.

Existindo esta grande incompatibilidade entre assessores e jornalistas penso que não deveria haver nenhum período de “nojo”, nem a possibilidade de trabalhar numa outra àrea editorial, mas sim uma impossibilidade de voltar ao jornalismo.

Partilho, portanto, a opinião do Dr Rui Cádima que o ideal seria desmotivar o retorno à profissão, no entanto discordo com o prof. João Paulo Meneses quando fala num bom início. Penso que é um fraco e demorado início para uma situação insustentável.

Wednesday, January 10, 2007

Aula 9 - Comunicação de Crise (Atentados de 11 de Março em Espanha)

A comunicação de crise, enquanto disciplina das relações públicas, será a disciplina mais difícil de ser treinada, porque uma crise pode vir de qualquer lado. Alguns autores defendem que só existem dois tipos de instituições ou empresas:

"As que ja tiveram uma crise e as que vão ter"

Mesmo não sendo possivel de prever, existem sempre duas formas de enfrentar uma crise:

-Mentir e desviar as atenções
-Enfrentar com sinceridade

Após os atentados de 11 de Março, Aznar iria mesmo perder as eleições, fosse qual fosse a estratégia utilizada.

Por um lado se Aznar afirmasse que tinha sido a Al-Qaeda, o povo iria castiga-lo por ele ter apoiado a ofensiva, Americana/Britânica, no Iraque. Caso afirmasse, como afirmou, que tinha sido a ETA a autora dos atentados, e fosse descoberta a verdade, como foi, perderia toda a credibilidade e acabaria por perder as eleições.

Em qualquer situação a mentira é sempre reprovável, mas em comunicação de crise uma das regras essenciais é:

"Não mentir porque a verdade vem sempre à superfície"

Mediante as opções acima descritas, Aznar e o seu Governo, optou por mentir e culpar a ETA na esperança de nunca ser descoberta a verdade dos factos.

Se Aznar tivesse contado a verdade, provavelmente, perderia as eleições mas não perderia a credibilidade, nem seria alvo de grandes manifestações acusando-o de mentiroso e traidor, nem seria acusado, pela esquerda e os nacionalistas espanhóis, de manipulação de informação.

Obviamente, o Governo de Aznar ainda se tentou defender apresentando documentos secretos que provavam que não tinha mentido, mas não convenceu a opinião pública.

Respondendo à pergunta proposta para este texto, Aznar não procedeu bem, embora talvez tivesse optado pela única alternativa que possuía para fugir à derrota nas eleições.

Saturday, January 06, 2007

Aula 8 - Press Release (ACT)

Por Favor consultar Press Release no sítio:

http://fernandocastro.com.sapo.pt/Press-release.htm

11/4/2007 - Actualização de contactos no final do Press release.